
Parece que redescubro a pólvora,
contudo, perdi as armas.
Repetições, pequenas mortes diárias,
meus olhos buscam apenas por
sentenças póstumas.
A falta que sinto
é da guerra que ainda não vivi,
a batalha antiga que não terminei de tentar,
os socos e explosões pelas quais não me rendi,
as facadas que não pude dar.
Glórias sem lua, vozes de outros tempos.
O corpo do homem que desejo pode ser o futuro templo
onde vou sangrar minha alma sem mortalha.
E se me repartir em pedaços
continuarei dançando,
seremos a própria inversão da história.
Eu, deusa dilacerada e não mais proibida,
e ele carne crua, inteiriça, inquebrável,
a comer sem pressa um coração de falhas,
enquanto por ele
minha carne toda se abre
em grito, coragem
e lágrimas.
Um comentário:
alu, peguei esse texto, control c...
fui na minha pasta de boas palavras, e control v...
Bom demais da conta, sô!
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