sobrevoei muitas certezas,
pena que... todas ambíguas e efêmeras.
O vício em te ver nos meus olhos,
as facadas, as distâncias,
o insaciável aprender de afogamentos.
Tive a impressão de que poderia descrever o universo
apenas enquanto secava o vapor do seu copo.
E agora veja como eu redecorei o meu quarto:
um espaço vazio destinado a não mais ser preenchido
após a tua tão iminente ausência.
Me despeço, sem bilhetes na mesa
ou lenço branco ao vento.
Não quero que tenhas gravado no tempo
qualquer lembrança minha
cuja imagem
não seja branca de luz e nua.
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