Hoje estou cheia de dor.
E a alma dançando valsas sobre agulhas esparramadas.
Um corte sob a pálpebra esquerda,
que faz sangrar o coração em um pedaço alado de poema,
de mentira,
eu nunca consigo parar com a mentira,
e a voz que fica rouca e flácida
toda vez que ele me liga.
Meus demônios continuam por hora
mais assustados que eu, tentam dormir adestrando
minhas expectativas,
mas acordam do absurdo de serem sempre os mesmos,
ainda que nunca
tenham evidenciado a constância.
Como eu, continuam sem saber
o que fazer
quando não
mentir.
2 comentários:
Ótimo desabafo, estava precisando disso!
RSRSRS...
UM abraço,
Cácian Castro
O título do seu blog é chamativo, mas o conteúdo dele não deixa por menos: deixa a vontade de sair lendo o histórico inteiro.
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