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"Perderás de mim Todas as horas Porque só me tomarás A uma determinada hora. E talvez venhas Num instante de vazio E insipidez. Imagina-te o que perderás Eu que vivi no vermelho Porque poeta, e caminhei A chama dos caminhos Atravessei o sol Toquei o muro de dentro Dos amigos A boca nos sentimentos E fui tomada, ferida De malassombros, de gozo Morte, imagina-te" (Hilda Hilst - "Da Morte - odes mínimas")

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Segurar a tigela da vida nas próprias mãos e engolir, mesmo com raiva, até a última gota.

Ao acaso das horas as duvidas se tornam plantas daninhas
tao vivas quanto quimeras d’água
a escorrer afiltas como se fossem lágrimas, mas nao são prantos,
são risos de dor diante da alegria em expressar a própria desgraça:

ser infeliz é ser corriqueiro

2 comentários:

enten katsudatsu disse...

corte que corta é cortante pulso pulsar pulsante noite madrugada madruga falo falante falanges cá caio me refaço e puri-
fico...

cortar o verbo certo sempre em línguas não mínguas línguas que falam além do falar.

beijo grande.

Cássio Amaral.

Milena Magalhães disse...

Raiva, infelicidade, dor, aquilo que perfura e nos delata, e nos engana ao mesmo tempo que nos constitui sempre foram matéria prima para as palavras. Beijo, Lu.