Uma piada muito
muito bem contada.
Estranho. Embora ainda haja dor
não sinto mais nada. Estou ficando
cada
cada vez mais alheia.
Absurdo. Mas a vida importa pouco
quando se vive de verdade.
E agora admiro palavras cada
cada vez mais antigas,
uma espécie de calabouço de sensações
inventivas
forças
de uma parede que sobe
entre mim e o mundo.
Mas eis que surgem mãos doloridas.
Não posso mais escrever quando deito minha
cabeça na cama.
Ninguém pode cantar mais por mim
se tudo agora não passa
passa
de um sonho ilustre que virou zombaria.
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