Eu já não sei mais quando ou onde
me tornei, simultânea, essa mulher
de outrora
e de adiante.
Uma mulher que vive a perigo não deve,
não
não deve
entregar seus olhos assim,
por mero e corriqueiro acidente.
Uma mulher que vive
como se carregasse uma fogueira inconsciente acesa
sob cada
recanto de pele, deve
falar devagar, vestir-se breve e
chorar de fome.
Eu
não consigo.
Choro sim, mas choro muito mais quando a fome some.
Sinto falta de sentir
a ausência
inerente que existe em cada coisa,
e quero consumir pessoas
como se cada uma fosse a cerimônia secreta pela qual
a minha falta de fé tanto espera.
Sinto-me
como a chama que se apaga por último
entre as águas pantanosas e distantes
de um feérico funeral vicking.
2 comentários:
Lu, tvz porque o ser não tem nenhum comando. tvz porque a lagrima sempre cai por mais que a gente tente impedir; talvez porque escrever é mais importante; talvez porque a noite sempre tem um filete de sangue.
Lu,
vc sabe que adoro teus textos; sempre.
adoro pizza requentada ( ou mesmo sem requentar ) e vinho.
:)
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