
A Liberdade pra mim não é só AZUL. É também vermelha e verde, e quase posso sentí-la numa penetração súbita de idéia, algo verdadeiramente visceral e perigoso, como um poema de Hilda, um telefonema no meio da madrugada, uma canção de Fiona Apple ou um arranjo musical de Camille. E tal qual o poema que a ele eu proíbo me diz, hoje eu poderia sim, TUDO tocar... pontas de dedo duvidosas, mas minha dúvida é precisa. Desse tudo, eu só sei o que eu não quero. E nesse par de pés com medo do salto é que reside a saída da prisão e toda a minha recente felicidade. A vontade de perceber, de uma vez por todas, que o trágico faz parte, e que ser essa eterna mulher falseada de menina, de lingeries intensas e sempre novas conquistas, É ALGO QUE EU POSSO DOSAR. Como um domador de cães de circo ou o bravo atirador de facas. Estou convidando várias pessoas para se postarem no picadeiro, diante de mim, enquanto meus olhos atiram pequenos lenços de pescoço desamarrados. E hoje eu posso amar livremente tudo e todos, como um peixe que, por pouco, se descobre fora da rede. Uma sereia que resolve não cantar, uma mãe que decide morrer; um sonho, que mesmo com todo esse ar anos 20 de cinema mudo, resolve falar.
4 comentários:
putaquepariu! lagrima no olho. e esta mulher que é vc, e esta escrita que é sua escrita, são de um assombro, de uma voracidade, que atingem o inatingivel.
lu, amo tu.
e mande se foder quem nao te ama tal e qual tu és.
(falta-me comprar as lingeries, agora q vc me iniciou nos lenços! rs.)
amador sempre, gosto um bocadão daqui outra vez. tá de kieslowski por aí também?
algo verdadeiramente visceral e perigoso.
a liberdade pra mim é o silêncio.
( mas poderia ser uma porção de coisas... )
ps: morro de medo de lenços.
eu pergunto "por que o que",
ou respondo "sabe Deus..." ?
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