"Perderás de mim
Todas as horas
Porque só me tomarás
A uma determinada hora.
E talvez venhas
Num instante de vazio
E insipidez.
Imagina-te o que perderás
Eu que vivi no vermelho
Porque poeta, e caminhei
A chama dos caminhos
Atravessei o sol
Toquei o muro de dentro
Dos amigos
A boca nos sentimentos
E fui tomada, ferida
De malassombros, de gozo
Morte, imagina-te"
(Hilda Hilst - "Da Morte - odes mínimas")
3 comentários:
a janela
ponte
da viagem
proema.
Cássio Amaral.
aquilo de 'ilusões sagradas' e 'quem dança so quer o aplauso' nunca mais vai me sair da cabeça
[ e que a poesia entendida não te saia do corpo! ]
Um ventre a entender poesia e uma alma a ler além de um óbvio.
Gostei muito de conhecer teu espaço!
Beijos
Postar um comentário