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"Perderás de mim Todas as horas Porque só me tomarás A uma determinada hora. E talvez venhas Num instante de vazio E insipidez. Imagina-te o que perderás Eu que vivi no vermelho Porque poeta, e caminhei A chama dos caminhos Atravessei o sol Toquei o muro de dentro Dos amigos A boca nos sentimentos E fui tomada, ferida De malassombros, de gozo Morte, imagina-te" (Hilda Hilst - "Da Morte - odes mínimas")

domingo, 19 de outubro de 2008

JANELA
ponte
abertura
ruptura
nave

PAISAGEM
meu ventre entendendo poesia

3 comentários:

enten katsudatsu disse...

a janela
ponte
da viagem
proema.

Cássio Amaral.

Nathália. disse...

aquilo de 'ilusões sagradas' e 'quem dança so quer o aplauso' nunca mais vai me sair da cabeça

[ e que a poesia entendida não te saia do corpo! ]

Fabrício Brandão disse...

Um ventre a entender poesia e uma alma a ler além de um óbvio.

Gostei muito de conhecer teu espaço!

Beijos