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"Perderás de mim Todas as horas Porque só me tomarás A uma determinada hora. E talvez venhas Num instante de vazio E insipidez. Imagina-te o que perderás Eu que vivi no vermelho Porque poeta, e caminhei A chama dos caminhos Atravessei o sol Toquei o muro de dentro Dos amigos A boca nos sentimentos E fui tomada, ferida De malassombros, de gozo Morte, imagina-te" (Hilda Hilst - "Da Morte - odes mínimas")

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

poema da madrugada antes do rio

e de repente todas as coisas retornam
ao seu devido lugar
e de repente é que nada é mesmo sempre
nada é pra estar
como tudo
e sinto um orgulho imenso e totalmente
independente
de cada erro que cometi,
dos pequenos aos grandiosos
cada erro
ao seu devido lugar
e tão somente é que tudo é mesmo sempre
como devia estar
como tudo, sempre
e sinto um orgulho imenso e totalmente
eloquente
de cada coisa que fiz e não simplesmente
deixei para estar.

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