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"Perderás de mim Todas as horas Porque só me tomarás A uma determinada hora. E talvez venhas Num instante de vazio E insipidez. Imagina-te o que perderás Eu que vivi no vermelho Porque poeta, e caminhei A chama dos caminhos Atravessei o sol Toquei o muro de dentro Dos amigos A boca nos sentimentos E fui tomada, ferida De malassombros, de gozo Morte, imagina-te" (Hilda Hilst - "Da Morte - odes mínimas")

quarta-feira, 17 de março de 2010

Texto besta.

Descobri que chá verde não é para mim. Não acho graça. Tudo bem que ele emagreça, mas... gosto de coisas doces. Gosto de como elas se comportam na língua da gente, de como provocam sensações. Eu adoro. Ninguém muito sexy levaria uma xícara de chá verde para a cama a dois. Talvez uma colher de mel. Ou um copo com leite condensado dentro. Tudo bem, eu sei que para cada coisa existe a sua hora, mas o meu problema é justamente esse: me comporto o tempo todo como se cada momento fosse um momento de cama. Não no sentido de sexo, unicamente, mas no sentido geral de prazer. Por isso tanto drama, tanta melodia. De fato, uma filha minha deveria se chamar "Mélodie". Seria um prazer. Enfim, penso nele o dia todo. E sinto falta também de que ele compreendesse o meu mundo das palavras. Mas com o poder dele de prazer sobre mim eu me intimido. E avanço circunstâncias. Ele é forte quando e onde eu não sou.


Um comentário:

frô disse...

gosto muito! Melodioso, simples e sincero!