Cansada demais para dizer que ainda existo,
laconicamente eu persisto
castigada pelo vento constante
consentindo cada dia mais claramente que não faço parte,
sou a aranha indesejada sobre a parede pintada de amarelo
na sala de um lugar-comum qualquer.
Perseguem-me sempre, chinelos na mão,
disposição de sobra para eliminar a inútil porém incômoda presença
mas eu persisto
e silenciosa sigo tecendo a trama
que engole os demais insetos e pensamentos,
não vão me eliminar.
E há
uma dessas minhas incompreensíveis teias
sobre os teus olhos. Nos alcançamos, mesmo na distância
e por fim, a tela fina que projeto contra tudo e todas as muralhas
nada mais é
do que retalhos da mortalha com a qual um dia
cobrirei meus caminhos para estar contida
no derradeiro instante de
qualquer um dos teus devaneios.
Um comentário:
Lucianne,
Feliz Natal atrasado e feliz 2011 antecipado!
Gostaria de ter mais tempo para me perder/encontrar nas postagens daqui, mas por hora passo 'apenas' para lhe desejar felicidades. Depois volto como leitor faminto.
Abraços,
Caju.
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