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"Perderás de mim Todas as horas Porque só me tomarás A uma determinada hora. E talvez venhas Num instante de vazio E insipidez. Imagina-te o que perderás Eu que vivi no vermelho Porque poeta, e caminhei A chama dos caminhos Atravessei o sol Toquei o muro de dentro Dos amigos A boca nos sentimentos E fui tomada, ferida De malassombros, de gozo Morte, imagina-te" (Hilda Hilst - "Da Morte - odes mínimas")

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Você está aí?

tudo o que passou está
aparentemente encapsulado
numa roda da fortuna na qual também
tudo perdi.
o olhar inocente, aquelas oportunidades
que nunca adivinhamos estar perdendo até
(...)
até que aconteça.
E hoje só tenho
os cigarros e a fumaça
de uma esperança burra
de que nada mais
tenha consequência...

Um comentário:

Fred Caju disse...

Ter cigarros com a sua fumaça nem tão promissora, ainda é muito se comparado com outros perdidos.