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"Perderás de mim Todas as horas Porque só me tomarás A uma determinada hora. E talvez venhas Num instante de vazio E insipidez. Imagina-te o que perderás Eu que vivi no vermelho Porque poeta, e caminhei A chama dos caminhos Atravessei o sol Toquei o muro de dentro Dos amigos A boca nos sentimentos E fui tomada, ferida De malassombros, de gozo Morte, imagina-te" (Hilda Hilst - "Da Morte - odes mínimas")

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Incrível como as coisas se vão...
Um passo sem ter muita certeza e as incertezas passam a escorrer velozes, como se na frente de todo embate não tivesse mais um abismo, mas sim, uma ponte.
Atravessei. Doendo ou não, valendo a pena ou não, mas atravessei. E é bonito ver como a vida se transforma. De uma novela de sessão da tarde, estou vivendo um cinema nouvelle vague. Com direito a cenas longas de nudez em preto e branco. Cores, não mais do que aquelas necessárias para que os malabarismos continuassem voando e acertando opções erradas nas paredes. Nada mais que isso. E já é bem mais do que o suficiente.

5 comentários:

Ana disse...

Pelo menos vc fez a travessia. O difícil é ficar de um lado, vislumbrando o outro, mas com os pés plantados no chão, à espera de um empurrão ou que a distância até o outro lado mágicamente se encurte.

Layout lindo, foto escândalo, ameiiiiiiiiii.

Samantha Abreu disse...

Lu, querida...
e será assim sempre, ainda bem (ou não!) rs.

Mas vale pelos livros sentidos, músicas sofridas e filmes chorados (ou vice-versaaaa).

Teus desabafos...
E um abraço!
;D

enten katsudatsu disse...

Bons seus textos.... Têm barulho neles. Lembrei de uma música do Lobão: A certeza da certeza faz o louco gritar(O GRITO).

Beijo.

Cássio Amaral.

Unknown disse...

Enfim........

belissimos textos, como só uma interioridade q tenha dentro de si um universo todo, em cores crepusculares, pode parir!!!

lindo! e dolorido... que seja, enfim!!!

Rogério Saraiva disse...

"Atravessei. Doendo ou não, valendo a pena ou não, mas atravessei."

Atravessamos, mesmo na catástrofe ou não, calmaria ou não. O poeta atravessa aquilo que não existe para passar a existir.

Um beijo!
Rogério Saraiva