aplaudindo meu espírito como
se foram as inúmeras perturbações de Fausto.
E eu me prometo delas
um repouso
impossível,
e disso tento alcançar braços que nunca me pertenceram,
no detalhe trágico de este ser o instante
exato
em que, de cima do trapézio, eu vejo
não estar mais abaixo a rede
que iria me abraçar do meu salto.
E com que cores
o céu dessa imaginação gira atônito e desaba...
Tais quedas nunca
deceparam-me os membros ou as palavras.
Continuo sendo, ao mesmo tempo em que das plumas me visto,
aquela mais uma que, da platéia olha atenta,
e com palmas tão frenéticas quanto indecisas
pensa sempre em se permitir gostar
de ver o indelicado espetáculo
de pulsões eternas sendo estranguladas.
E como seus rostos sufocados ainda relampejam...
quando a outra, rodeada de brilhos e ar pesado,
faz o último giro antes de dar a pirueta e
inevitavelmente
retomar a queda.

6 comentários:
asas partidas?
ps:apenas uma vizinha rápida e sem polemicas
vizitinha
asas do desejo...
ps.: sim, eu tinha entendido o "visitinha". :) obrigada por vir.
não há como não dizer: afiada e exata como um estilete novo em folha. o papel sangra, eu sangro. em êxtase, escondido...
é... uma vez me falaram q meus poemas estavam "cada vez mais afiados", e eu, nunca vou saber porquê, fiquei furiosa na época.
Hoje, acho isso um tremendo elogio. Em alguma parte desse meu caminho igualmente "anônimo" eu perdi algumas frescuras e toda, simplesmente toda, a temperança.
Não sangre. Goze.
retomando inevitavelmente, sempre.
também acho um tremendo elogio
e bastante sensato também.
baita vidinha circular.
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