Possível falha compulsória?
onde estão os retratos das pessoas antigas
que eram felizes?
No meu quarto escuro apenas Sylvia *
insiste em manejar sua máquina pequena,
e me cala de pavor doloroso
na grande maioria das páginas.
São poucas as palavras
de sua violência amorosa
que eu realmente dou conta.
Mas tudo me fala sempre atemporalmente,
e antes que eu me arrependa,
e para que eu consiga apagar as luzes certas
quando,
no sempre de quase evitar que mais essa tormenta
se tornasse vazia,
eu de repente viro Lazarous e ando com meu Olmo
emprestado da lua estéril de prata
por entre os pirulitos de laranja,
caixas de abelha, botas alemãs
e todos os manequins de Monique
parados. Insustentáveis. Como um telefone negro
que se pendurasse para fora do gancho.
E todos
batendo palmas para a coragem
que eu tive.
Se eu pudesse comer os teus olhos agora
eu comeria.
Possível falsa via de mão dupla.
Não há muito mais ainda que eu possa
ser capaz
de questionar ou crer.
Apenas Sylvia põe pra funcionar sua selvageria
e esse relógio parado de ouro velho
que tenho dentro do peito.
Ela levanta,
terminou o poema
e vai puxando a folha da máquina
de escrever.
Aciona o gatilho para mim
e diz:
Eu também sou incapaz de mais conhecimento.
Um comentário:
Nossa que fodastico...
Me identifiquei pacas!!!
Bjos Gata To com saudades de Você!!!
Ps voltei a este Mundo Dos Blogs
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