EU ME TORNEI A MULHER QUE QUIS
As roupas pretas se sacodem no varal
das idéias,
pássaros de luto pelas horas desperdiçadas
passadas sob as unhas dos seus dedos
de flexível haste.
O cigarro aceso às 7h da manhã prova
que sobre mim ainda paira
alguma espécie de desastre...
estou
voluptuosa e perdida.
Posso carregar, na palma da mão, doenças venéreas capazes
de salvar
o mundo,
no entanto...
não tenho por onde fazer ecoar
o meu desejo.
Em qual cena monótona será
que pousam, celerados,
os seus pés incandescentes?
Um comentário:
Lindo esse poema, Lú.
de uma dor e melancolia ardidas...
mas, ao mesmo tempo, irmandada.
Gostoso de se ler.
Parabéns.
Um beijO!
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