Guarda esse amor como
se ele fosse
um souvenir do tempo,
um relógio parado na parede
a congelar esse momento
para ser tragado aos poucos
pela alma...
quem sabe talvez
até mesmo para sempre.
Pousa teus olhos adiante, na frente
de todo esse falso embate está o código
da sua nova liberdade;
acende essa luz e agradece,
porque estamos todos amando.
Feridos ou não
estamos todos deixando
esse rubro vinho escorrer pelas paredes.
Óh lenta carnificina da alma...
Deita e esquece mais essa
despedida. Há muito
ainda para ser desperto.
Rosas sem espinhos, frio nos desertos.
2 comentários:
vc falou bem, Lú.
Todo amor, deixando de ser, vira lembrancinha na estante.
Devíamos ter, para os términos, daqueles souvenirs que se entrega em casamentos.
"Lembrança do amor que existiu entre Samantha e Fulano, pelo período de xx/xx/xx a xx/xx/xx."
Hum?!
Sempre digo: tudo, no final, vale pela poesia.
A tua, a nossa, a dela.
Beijos!!!
escreve um poema
gasta um sorriso
guarda um inseto bonito
- e dá um nome -
ou um último bombom.
uma flor de plástico encontrada no chão.
um cartaz colado em parede suja,
de rua.
um filme especial na gaveta de alguém querido. gravado.
acha pra mim.
um livro, não.
me dá uma conversa,
que seja.
vida, por favor.
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