Minha foto
"Perderás de mim Todas as horas Porque só me tomarás A uma determinada hora. E talvez venhas Num instante de vazio E insipidez. Imagina-te o que perderás Eu que vivi no vermelho Porque poeta, e caminhei A chama dos caminhos Atravessei o sol Toquei o muro de dentro Dos amigos A boca nos sentimentos E fui tomada, ferida De malassombros, de gozo Morte, imagina-te" (Hilda Hilst - "Da Morte - odes mínimas")

segunda-feira, 23 de junho de 2008

De baixo das cobertas, sem força pra ir na aula, lembrando do aeroporto de são paulo e dos gramados da fafich.

Ah, quer saber? O que eu tô precisando mesmo é de tomar um belo de um banho de chuva, ficar encharcada até esquecer. Depois, um chá quente, de maçã com canela. Um cigarro? Sim, pode ser. Um daqueles artesanais que vende no Mercado Central. E só. Só. Quem disse que não dá pra ser feliz com isso e uns trocados pra sobrar pra cerveja de mais tarde?
Eu sei que não é só isso. Mas se a gente quiser, vai poder ser. Mas...
Acho que nesse ano o gelo trincou debaixo da gente. Na última cena que você não deveria ter apagado, dava tempo de ainda roubar mais um vinho, e dessa vez você não ir embora correndo, como fez. Mas deixa estar. Ainda temos muito pra esquecer que esquecemos. Será que tá chovendo por aí? Já vou ferver a água para o chá.
Rs. Que bobagem a minha. Nunca mais vou te ver de novo. "It's such a shame when old friends fall out over new lovers..."

Nenhum comentário: