Faça com que eu chore só mais essa vez, faça. Vai, desfere aquele tapa. E mostra pra mim como é que os sonhos morrem. Morde essa orelha em formato de biscoito que eu te apresento, e descobre como que a minha fragilidade é fingida. Finge que não notou ainda o quanto sou fugidia. Medrosa de escoriações nem tanto. Seria, se não gostasse do sangue meu saindo dessas unhas sujas. Você ficou com vergonha porque não lavava as mãos o suficiente para que as pontas dos dedos ficassem limpas. Eu disse: gosto delas sujas. Você parece não acreditar muito bem nesse meu lado tão podre quanto a sua vontade.
Mas vai, abençoa mais essa hóstia sagrada no meio das minhas pernas, estou necessitando dessa água benta que proferes quando me exalas. Me exalta. Flor descarnada que me torno diante de tudo aquilo que percebo na cisterna das horas. Horas passadas sufocada pela presença sempre etérea dos teus braços. Estou fraca. Mas ainda quero lutar por esse novo nome em vão. Lucianne ao invés de palmatória atribuída. Estou fatiada em pedaços bem grossos pra caber no meio das tuas mãos que não são peludas, porque descarregas tudo em mim. Vai, aprende de uma vez que eu gosto de ser assim. Corrompida. E me ensinas de uma vez, que o que eu melhor faço, é corromper a ti mais ainda.
Um comentário:
Eeeei posso dizer o mesmo!! AMEI seus escritos, nossa!!! Esse da corrupção nossa... me lembrou um ex-caso, e até me deu saudade dele... hahahahaha!!!
Gostei muito, mesmo!! Vou linkar vc, td bem?!?
Bjos!!!
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