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"Perderás de mim Todas as horas Porque só me tomarás A uma determinada hora. E talvez venhas Num instante de vazio E insipidez. Imagina-te o que perderás Eu que vivi no vermelho Porque poeta, e caminhei A chama dos caminhos Atravessei o sol Toquei o muro de dentro Dos amigos A boca nos sentimentos E fui tomada, ferida De malassombros, de gozo Morte, imagina-te" (Hilda Hilst - "Da Morte - odes mínimas")

domingo, 8 de junho de 2008

Poema inacabado

Quem vai entender que eu gosto de apanhar assim
com essa luz bem acesa diante da minha cara
sem vontade nenhuma de ceder a esse embate
vontade sim, de combater esse desgaste
que unhas sujas e mãos limpas são capazes de fazer
na microbiografia de minha pele
cartografada
por espermas, falta de polêmica suficiente e sombras,
experiências saídas de uns lances incertos sobre quanto
valia minha pele
antes
de ser arrancada em tão grossas lascas

por seus braços prematuros.

Será que ainda resta tempo............

(então, quem estiver interessado, coloque sua sugestão de final para esse poema nos comentários. Se ficar mesmo bacana, encerro a enquete e o final fica oficial. Poema de autoria dupla! Coloque sua sugestão.)

4 comentários:

enten katsudatsu disse...

De catalogar as estrelas
Se Vênus me acena da direita
E marte me condena da esquerda
O amor é uma balanço incongruente
É a porra que nos fez
E o gozo que ainda queremos.


Cássio Amaral.

Lucianne Menoli disse...

Adorei, Cássio! Vamos ver o que mais que surge desses devaneios nossos.....

Anônimo disse...

Será que ainda resta Tempo...
Ciclo Vicioso, dúvidas Em toda parte
Confissões que para nós mesmos, transformam-se em supostas obsessões. Finalmente haverá uma trágica verdade do céu lentamente ligado a você.

Você só conversa comigo, um pequeno sacrifício por um mau conselho.

Anônimo disse...

(...) de buscar em seus poros de cristal
um instante do aconchego caleidoscópico?
um pedaço desse diorama caótico,
por obséquio!
... seu suor que corrói
os raios de luz hão de me evaporar
eu sei...
cessar minha sede com seu ácido,
e a dor é foda...
e você reluz
manso
e a gente dança
como mel...


ps: juro que não fumei maconha :S