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"Perderás de mim Todas as horas Porque só me tomarás A uma determinada hora. E talvez venhas Num instante de vazio E insipidez. Imagina-te o que perderás Eu que vivi no vermelho Porque poeta, e caminhei A chama dos caminhos Atravessei o sol Toquei o muro de dentro Dos amigos A boca nos sentimentos E fui tomada, ferida De malassombros, de gozo Morte, imagina-te" (Hilda Hilst - "Da Morte - odes mínimas")

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Como serpentes de um siginificado duvidoso
minha vida olha inteira para mim
e questiona:
por onde anda, atriz? Por onde navegam
tuas façanhas de minério de ferro,
tua força bruta e poética,
aquela mulher enlouquecida
que tudo podia...

2 comentários:

Alfredo Rangel disse...

Lucianne quanta verdade em tão poucas linhas, em palavras tão fortes. Como é bom ver sangue jovem, talento e gana renovando a eterna poesia. Parabéns! Que mais dizer além disto.
Beijo

Letícia Buendía disse...

Você sempre me surpreende com a poesia...E toda vez que acho que vou decepcionar com essa coisa de escrever , vem você e me dá um tapa desses para que eu acorde.
Lindo Lu ...te amo sempre