"Perderás de mim
Todas as horas
Porque só me tomarás
A uma determinada hora.
E talvez venhas
Num instante de vazio
E insipidez.
Imagina-te o que perderás
Eu que vivi no vermelho
Porque poeta, e caminhei
A chama dos caminhos
Atravessei o sol
Toquei o muro de dentro
Dos amigos
A boca nos sentimentos
E fui tomada, ferida
De malassombros, de gozo
Morte, imagina-te"
(Hilda Hilst - "Da Morte - odes mínimas")
De novo eu recobro o sonho, em pleno dia de despedida anunciada. Não é que eu não te quero mais, amor, é que você de tanto caber, me encheu. E de tanto tentar ser, nunca foi.
Um comentário:
Na medida certa!
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