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"Perderás de mim Todas as horas Porque só me tomarás A uma determinada hora. E talvez venhas Num instante de vazio E insipidez. Imagina-te o que perderás Eu que vivi no vermelho Porque poeta, e caminhei A chama dos caminhos Atravessei o sol Toquei o muro de dentro Dos amigos A boca nos sentimentos E fui tomada, ferida De malassombros, de gozo Morte, imagina-te" (Hilda Hilst - "Da Morte - odes mínimas")

sábado, 13 de novembro de 2010

De novo eu recobro o sonho,
em pleno dia de despedida anunciada.
Não é que eu não te quero mais, amor,
é que você de tanto caber, me encheu.
E de tanto tentar ser, nunca foi.