
Uma parte de mim quer te esquecer naquilo em que tu melhor existes
Fogo e palha bem cravados dentro do peito
E na carne semi-morta de ausência, essa vontade
De falar antes que o todo se torne aquilo que esvanece.
Outra parte de mim quer como que lecionar esse desejo
Tornando letra parte do que seria apenas indizível
E te esquecendo no que há de mais leve e menos conflitante
Trazer à tona aquilo que desperta, mas entristece:
Uma parte de mim quer aceitar a derrota
Tu não és meu.
Uma parte de mim quer aceitar a derrota
Como se a cada manhã eu encontrasse uma criança/poema morta sobre o travesseiro,
A outra...
A outra quer tentar até que essa criança
Abandone os sonhos da infância
E derrube muros, construa pontes
E faça valer como num choro sem trégua
Seus pedidos de noites divididas entre suor e lágrimas
Até que o seu anseio de encontro ao meu
Se torne completamente

As partes todas do que sou, ainda que não crendo, ainda que eu não reze,
em quase todas as minhas preces.
em quase todas as minhas preces.

2 comentários:
po, todo mundo fala tanto desse filme. fincher+b.pitt já mudaram minha vida e tal ( tá que com uma baita ajuda do e.norton ), mas me dá uma preguiça danada de ficar 3 horas no cinema. esperando pra baixar.
e o teu texto é lindo.
Tem um selo pra vc no meu blog (vide postagem do dia 16/02)! Vai lá conferir, beijos!
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