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"Perderás de mim Todas as horas Porque só me tomarás A uma determinada hora. E talvez venhas Num instante de vazio E insipidez. Imagina-te o que perderás Eu que vivi no vermelho Porque poeta, e caminhei A chama dos caminhos Atravessei o sol Toquei o muro de dentro Dos amigos A boca nos sentimentos E fui tomada, ferida De malassombros, de gozo Morte, imagina-te" (Hilda Hilst - "Da Morte - odes mínimas")

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Benjamin. (escrevendo como se eu fosse a Daisy... texto que saiu na inspiração total do filme)


Uma parte de mim quer te esquecer naquilo em que tu melhor existes
Fogo e palha bem cravados dentro do peito
E na carne semi-morta de ausência, essa vontade
De falar antes que o todo se torne aquilo que esvanece.
Outra parte de mim quer como que lecionar esse desejo
Tornando letra parte do que seria apenas indizível
E te esquecendo no que há de mais leve e menos conflitante
Trazer à tona aquilo que desperta, mas entristece:
Tu não és meu.



Uma parte de mim quer aceitar a derrota
Como se a cada manhã eu encontrasse uma criança/poema morta sobre o travesseiro,

A outra...

A outra quer tentar até que essa criança
Abandone os sonhos da infância
E derrube muros, construa pontes
E faça valer como num choro sem trégua
Seus pedidos de noites divididas entre suor e lágrimas
Até que o seu anseio de encontro ao meu
Se torne completamente
As partes todas do que sou, ainda que não crendo, ainda que eu não reze,
em quase todas as minhas preces.

2 comentários:

onomatopoepic disse...

po, todo mundo fala tanto desse filme. fincher+b.pitt já mudaram minha vida e tal ( tá que com uma baita ajuda do e.norton ), mas me dá uma preguiça danada de ficar 3 horas no cinema. esperando pra baixar.


e o teu texto é lindo.

. disse...

Tem um selo pra vc no meu blog (vide postagem do dia 16/02)! Vai lá conferir, beijos!