bebê que engole das fontes de fantasmas
minha história será outra
pinturas descortinadas
minha nova respiração introduz-se magnética
e resoluta
não carrego todo o alívio
mas alivio um pouco as costas
o mundo agora pode girar
em outros continentes contidos
nas escovas de dentes reunidas
aquele café derramado no carpete da sala
minhas lágrimas secam
aparente moldura neutra de máscara
pura, que sorri, não menos transparente
que os olhos
quebrados por ti.
Amacio a lâmina.
Óh, o corte será doce.
Um comentário:
cortes doces e profundos são os seus poemas. devoro-os como ar *.*
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