A água vai soprar trocadilhos
e contaminar segredos
e eu serei o vaso que molda
a tempestade
louca fragilidade de chuva
que cai sempre, mas cai em dúvida
Quantos milhões de litros de palavras
ainda restam
escondidas por entre as esponjas que beijam
nossas bocas carnudas?
Quero lavar minha fala,
minha prole, minha paz
Muito embora eu ainda saiba
do que um passado sujo é capaz.
Escaparei da tua sede?
2 comentários:
Quantos milhões de litros de palavras ainda quero beber da tua fonte... Que ela seja insaciável. Como a minha sede.
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