"Perderás de mim
Todas as horas
Porque só me tomarás
A uma determinada hora.
E talvez venhas
Num instante de vazio
E insipidez.
Imagina-te o que perderás
Eu que vivi no vermelho
Porque poeta, e caminhei
A chama dos caminhos
Atravessei o sol
Toquei o muro de dentro
Dos amigos
A boca nos sentimentos
E fui tomada, ferida
De malassombros, de gozo
Morte, imagina-te"
(Hilda Hilst - "Da Morte - odes mínimas")
Como podem sair tantas trevas de dentro das pessoas que confiamos. O que fazer quando a boca seca, o coração se empolga em erro e a palavra corrompe a intenção pura?
Entre lutos e lutas, podemos nos desvencilhar de trevas e mágoas. Com algumas escoriações, mas... saímos. Ou tentamos, insistimos. Mesmo que nos tirem a corda para subir de volta, sempre haverá alguém que nos atire outra corda, quando menos esperamos [verdade que sempre esperamos]. E cordas não foram feitas apenas para enforcar.
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Entre lutos e lutas, podemos nos desvencilhar de trevas e mágoas. Com algumas escoriações, mas... saímos. Ou tentamos, insistimos. Mesmo que nos tirem a corda para subir de volta, sempre haverá alguém que nos atire outra corda, quando menos esperamos [verdade que sempre esperamos]. E cordas não foram feitas apenas para enforcar.
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