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"Perderás de mim Todas as horas Porque só me tomarás A uma determinada hora. E talvez venhas Num instante de vazio E insipidez. Imagina-te o que perderás Eu que vivi no vermelho Porque poeta, e caminhei A chama dos caminhos Atravessei o sol Toquei o muro de dentro Dos amigos A boca nos sentimentos E fui tomada, ferida De malassombros, de gozo Morte, imagina-te" (Hilda Hilst - "Da Morte - odes mínimas")

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

ESTADO DE LUTO

(gravura de Miss Van)

Como podem sair tantas trevas de dentro das pessoas que confiamos.
O que fazer quando a boca seca,
o coração se empolga em erro
e a palavra corrompe a intenção pura?

Um comentário:

Bee Box disse...

Entre lutos e lutas, podemos nos desvencilhar de trevas e mágoas. Com algumas escoriações, mas... saímos. Ou tentamos, insistimos. Mesmo que nos tirem a corda para subir de volta, sempre haverá alguém que nos atire outra corda, quando menos esperamos [verdade que sempre esperamos]. E cordas não foram feitas apenas para enforcar.