Estou me acostumando
a este estado solitário de passista,
acho que tenho até talento pra coisa.
Sambo minhas agonias todas,
comemoro tudo com as sexys tristezas
vencerei ainda quantos carnavais...
No entanto, continuo fumando pra morrer de fome,
bebo pra apagar o vexame.
Vitória eu não sei o seu nome
não sei nem sequer o seu nome...
Óh, quanta tragédia passada e prevista.
(gravura de Aya Kato)
Um comentário:
há meses que chove poesia no meu quarto. e eu quero vê-lo inundado. não salvarei livros, nem quaisquer pertences. me interessa mesmo é que essa poesia me afogue...
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