que gosto tem aquele amanhecer de mãos.
Discórdias à parte,
a semente foi lançada,
estou ao vento.
Arremessando borboletas
contra uma parede de aço.
A sonoridade daquele passo adiante
me fortalece
pés que pisam a fumaça fumegante
que escorre etérea dos braços dados
na imaginação, por conseguinte...
Cada tropeço
cada queda
sobre a neve que alivia
todas essas impurezas com seu silêncio.
Paraísos invisíveis. Indivisíveis.
Supostas razões
para o acaso virar certeza.
Não tenho mais olhos.
Meu corpo agora enxerga
apenas através de batimentos cardíacos.
(gravura de Sas Christian)
Um comentário:
Sonoridade não somente nos passos. Ouvi sussurros chegarem etéreos como borboletas fumegantes, uma língua de chocolate escorrendo nos meus ouvidos... E na sonoridade de versos como "pés que pisam a fumaça fumegante
que escorre etérea dos braços dados
na imaginação". Um paraíso invisível, indivisível... indizível? Minha resposta está nos batimentos cardíacos.
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