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"Perderás de mim Todas as horas Porque só me tomarás A uma determinada hora. E talvez venhas Num instante de vazio E insipidez. Imagina-te o que perderás Eu que vivi no vermelho Porque poeta, e caminhei A chama dos caminhos Atravessei o sol Toquei o muro de dentro Dos amigos A boca nos sentimentos E fui tomada, ferida De malassombros, de gozo Morte, imagina-te" (Hilda Hilst - "Da Morte - odes mínimas")

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Cristina.

E eu que antes sempre sonhava com ares afeminados
hoje estou com fome de um tipo de corte
de um tipo de falta de costume
que só a distância me permite.
(distância de tudo)
Porque chorar só pode ser mesmo válido se não houver nenhum motivo,
porque ser hipócrita é necessário à convivência
e tolerar inquietudes não é trabalho para iniciantes.
E eu que antes sempre sonhava com alturas várias
hoje não vejo porque escapar das baixezas, uma vez que são apenas as torpezas
que despertam o verdadeiro caráter.

E eu que antes queria que tudo fosse belo e me acompanhasse
hoje prefiro um certo martelo
batendo insistente contra a parede.
Ainda que nunca mais sozinha, sempre distante o suficiente.
E eu que havia dito nunca mais dizer os nuncas de antes
prometo que a única coisa a ser cumprida
é a cega busca pelo o que eu não sei ainda
se sequer posso ter adiante.


"So I had to break the window, it's was in may way
better that I break the window, than him, or her, or me."
(Fiona Apple)

9 comentários:

Anônimo disse...

determinaçao e melancolia, boa combinaçao.

Anônimo disse...

e \/iolên/ia nun/a é gratuita

Lucianne Menoli disse...

Ainda to mudando o layout. E o "texto mais estranho q escrevi na vida" precisou voltar. Estranheza é boa coisa qnd é assim.

Lucianne Menoli disse...

e ah, esse é inspirado no q há entre eu, vicky e cristina de ontem. af.

Anônimo disse...

layout no\/o? anime-o (se) então

Anônimo disse...

e qual o tamanho da sua fome?

Lucianne Menoli disse...

uai, mas cadê desânimo??? rss....

Lucianne Menoli disse...

e quanto à fome...

pegando um versinho q tá no poema ali da lateral do blog mesmo:

"... o espanto do mundo
meu mundo de feras quase sempre
magras
e bocas mortas
de fome até o infinito.
Estou sorrindo
como se aberta à espada mas, estou sorrindo
estuprada mais
uma vez
pela veracidade absoluta..."

e por aí vai.

Ana disse...

"tolerar inquietudes não é trabalho para iniciantes"

too bad Im still at the beginning.