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"Perderás de mim Todas as horas Porque só me tomarás A uma determinada hora. E talvez venhas Num instante de vazio E insipidez. Imagina-te o que perderás Eu que vivi no vermelho Porque poeta, e caminhei A chama dos caminhos Atravessei o sol Toquei o muro de dentro Dos amigos A boca nos sentimentos E fui tomada, ferida De malassombros, de gozo Morte, imagina-te" (Hilda Hilst - "Da Morte - odes mínimas")

domingo, 14 de dezembro de 2008

Mudei de novo.

E o mundo abriu uma rachadura de cabo a rabo
e eu fui ficando, fiquei olhando:
por favor não transforme tudo
em expectativas.
Chega de asteriscos querendo dizer coisas nas poesias,
deixa a porra da certeza entrar.
Garota você
já comeu muita poeira, faz um favor e vê
se fica assim, como ficou hoje: pouco inquieta.
E deixa o ônibus mudar o trajeto
quanto você entrar.
Vê se descobre ali, logo na frente
que quando o negócio envolve gente
não dá mesmo muito pra controlar.


Um comentário:

Anônimo disse...

é ai q está a poesia não? onde não se controla. feliz 2009