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"Perderás de mim Todas as horas Porque só me tomarás A uma determinada hora. E talvez venhas Num instante de vazio E insipidez. Imagina-te o que perderás Eu que vivi no vermelho Porque poeta, e caminhei A chama dos caminhos Atravessei o sol Toquei o muro de dentro Dos amigos A boca nos sentimentos E fui tomada, ferida De malassombros, de gozo Morte, imagina-te" (Hilda Hilst - "Da Morte - odes mínimas")

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

pegadas falsas e longitudes,
continuo secreta escrava.
e teu brilho fosco em mim
passar a ter um medo
que nem a pele fazia.

(trecho de um poema achado perdido agora de manhã na agenda. revisando o ano.)

2 comentários:

Ao vencedor as batatas. disse...

Me apeteceu muito. rs

. disse...

"continuo secreta escrava" - não seremos todas?